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Javi Guerra

Javi Guerra

Estrela da maratona espanhola do século XXI

Javi Guerra
O Javi Guerra é uma das grandes figuras da maratona espanhola. Foi quatro vezes campeão de Espanha e 4.º no campeonato da Europa (Berlim 2018). Foi atleta olímpico (Rio 2016 e Tóquio 2020) e tem uma marca formidável na maratona: 2:07:27 (Sevilha 2020).

A conhecer um pouco Javi Guerra

Javi Guerra é um dos grandes nomes da maratona espanhola do século XXI, embora no seu percurso desportivo se destaquem também excelentes resultados no corta-mato e em pista. A 16 de abril de 2023 sagrou-se pela quarta vez campeão de Espanha de maratona. Em maio de 2025, com 41 anos, voltou a subir ao lugar mais alto de um pódio nacional, ao tornar-se campeão de Espanha de meia maratona em Masters 40, prova na qual também foi bronze absoluto. Atualmente detém os recordes de Espanha M40 de 10K e de meia maratona. Está há muitos anos na elite da maratona espanhola e internacional e pode orgulhar-se de ter descido em duas ocasiões das 2h 8m. Defendeu as cores de Espanha em campeonatos da Europa, mundiais e jogos olímpicos.

 

Conquistas desportivas…

O Javi foi campeão de Espanha em quase todas as modalidades de fundo: 5.000 m, 10.000 m, 10K de estrada, meia maratona e maratona.

Em 2009 inaugurou em Ribadavia (Ourense) o palmarés do Campeonato de Espanha de 10 quilómetros em estrada.

Nos 42,195 km reúne quatro títulos nacionais: Corunha 2013, Sevilha 2018, Sevilha 2020 e Saragoça 2023. O primeiro, o da Corunha 2013, conseguiu-o de forma inesperada por se tratar da sua estreia na maratona, mas além da alegria pelo título nacional festejou também ter ganho a vaga para o Mundial de Moscovo. No de Sevilha de 2018 conseguiu descer das 2:09 (2:08:36). Quando em 2020, outra vez na maratona de Sevilha, se sagrou campeão de Espanha pela terceira vez, parou o cronómetro em 2:07:27, a sua melhor marca na distância e, naquele momento, a terceira melhor marca nacional da história (agora é a nona melhor marca nacional). Esse excelente registo serviu-lhe para ganhar a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Em Tóquio 2020 cumpriu o sonho de ser olímpico e de se estrear na maratona olímpica, algo que não pôde conseguir no Rio de Janeiro 2016 por culpa de uma tromboflebite que o impediu de tomar a partida depois de ter viajado até à cidade brasileira.

Os seus melhores tempos em maratona:

  • 2:07:27, maratona de Sevilha 2020 (10.º classificado, campeão de Espanha).
  • 2:08:36, maratona de Sevilha 2018 (4.º classificado, campeão de Espanha).
  • 2:09:33, maratona de Londres 2015 (7.º classificado)
  • 2:10:19, maratona de Madrid 2019 (5.º classificado)
  • 2:10:55, maratona de Londres 2017 (9.º classificado)
  • 2:11:01, maratona de Tóquio 2016 (9.º classificado)
  • 2:11:42, maratona de Saragoça 2023 (1.º, campeão de Espanha)
  • 2:12:00, maratona de Valência 2022 (30.º classificado)
  • 2:12:21, maratona da Corunha 2013 (1.º, campeão de Espanha)
  • 2:12:22, Campeonato da Europa, Berlim 2018 (4.º classificado).

As suas melhores marcas:

  • 5.000 m: 13:46.12 (Gavà, 2007).
  • 10.000 m: 28:53.03 (Avilés, 2009).
  • 10K: 28:11 (Valência, 2020)
  • Meia maratona: 1:01:21 (Valência, 2020).
  • Maratona: 2:07:27 (Sevilha, 2020).

 

O que talvez não saiba sobre o Javi…

O Javi cresceu a ver correr o seu pai, Paco Guerra, que também foi um atleta destacado (especialmente no corta-mato) e a quem acompanhava a treinar nas pistas de Segóvia e às competições que disputava pela província. Sendo o filho de Paco Guerra, entende-se que a sua alcunha acabasse por ser “Guerrita”, uma alcunha que o acompanhou durante toda a carreira desportiva.

Depois do desgosto de não poder competir na maratona olímpica do Rio 2016 marcou como grande objetivo ser olímpico em Tóquio 2020. Mas em 2017 chegou uma inovação que ia transformar e revolucionar o mundo da maratona: a placa de carbono. Em pouco tempo os atletas que usavam calçado com fibra de carbono começaram a dominar as provas e a baixar tempos. O Javi corria então para uma marca (Adidas) que tardou a desenvolver um modelo com placa de carbono que permitisse a corredores como ele competir em igualdade de condições. Vendo que corria o risco de não conseguir a qualificação para Tóquio 2020 decidiu romper com o seu patrocinador para ter a liberdade de poder escolher as sapatilhas que lhe dessem a confiança suficiente para se medir com os seus rivais.

Algumas fotos de Javi Guerra

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